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Auditoria de módulos Magento 2: como verificar que extensões ajudam a loja e quais a tornam mais lenta?

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Magento 2 oferece uma grande liberdade para expandir a loja, mas, com o tempo, essa flexibilidade pode tornar-se um problema. Cada módulo acrescenta novas funcionalidades, mas também pode afetar o desempenho, a segurança, o processo de atualização e os custos de manutenção. Por isso, uma auditoria regular às extensões deve ser um dos elementos essenciais da gestão de uma loja Magento.

Neste artigo, mostramos quando vale a pena realizar uma auditoria aos módulos Magento 2, o que deve ser verificado em detalhe e como decidir que extensões manter, atualizar, substituir ou remover.

Conclusão principal: os módulos Magento 2 só acrescentam valor quando são necessários, estão atualizados e são compatíveis com a arquitetura da loja. Uma extensão que ninguém utiliza ou que ninguém atualiza torna-se um custo técnico.

Porque é importante auditar módulos no Magento 2?

Em muitas lojas Magento 2, a lista de extensões instaladas cresce gradualmente. Primeiro surge um módulo de avaliações, depois uma integração com a transportadora, campos adicionais no checkout, uma ferramenta SEO, um feed de produtos, newsletter, automatização de promoções, funcionalidades B2B, integrações com marketplace e outras soluções implementadas à pressa.

O problema aparece ao fim de alguns anos. Alguns módulos continuam a ser críticos para as vendas, mas outros:

  • já não são utilizados,
  • duplicam funcionalidades de outras extensões,
  • não são compatíveis com a versão atual do Magento,
  • tornam o painel administrativo ou o frontend mais lento,
  • dificultam as atualizações,
  • geram erros nos logs,
  • aumentam o custo de manutenção da loja.

A auditoria permite separar os módulos realmente necessários daqueles que permanecem no sistema apenas porque ninguém os reviu anteriormente.

Quando vale a pena fazer uma auditoria às extensões Magento?

Vale a pena realizar uma auditoria aos módulos sobretudo antes de alterações técnicas ou empresariais mais significativas. Os momentos mais comuns são:

  • atualização do Magento para uma versão mais recente,
  • migração para um novo alojamento,
  • implementação do tema Hyva ou reconstrução do frontend,
  • queda de desempenho da loja,
  • problemas com o checkout,
  • aumento dos custos de manutenção,
  • assumir a gestão da loja após outra agência,
  • expansão da loja para B2B, marketplace ou vendas internacionais,
  • preparação da loja para a época de vendas.

Um bom sinal de alerta é também a situação em que a equipa técnica receia fazer atualizações porque não se sabe o que vai falhar. Isto normalmente significa que as dependências da loja precisam de ser organizadas.

O que verificar durante uma auditoria aos módulos Magento 2?

A auditoria não deve limitar-se apenas à lista de módulos obtida com o comando bin/magento module:status. A simples presença de um módulo ainda não indica se ele é necessário, se está corretamente utilizado e se é seguro.

Na prática, vale a pena verificar várias áreas: a utilização empresarial do módulo, o seu impacto no desempenho, a segurança, a compatibilidade com a versão atual do Magento, as dependências no Composer e o risco em futuras atualizações.

Como é uma auditoria aos módulos Magento 2 passo a passo?

Uma boa auditoria começa pelo inventário. Primeiro, é necessário determinar que módulos estão ativos, de onde vêm e por que são responsáveis. Na prática, vale a pena comparar várias fontes:

  • a lista de módulos ativos de bin/magento module:status,
  • o ficheiro app/etc/config,
  • as dependências em composer.json e composer.lock,
  • as pastas app/code, vendor e eventuais módulos instalados manualmente,
  • a configuração no painel administrativo,
  • os logs do Magento, PHP e do servidor,
  • tarefas cron e integrações externas.

A etapa seguinte é atribuir uma função aos módulos. Uma extensão responsável pelo checkout é avaliada de forma diferente de um módulo SEO ou de uma integração com ERP. Um módulo que altera o processo de realização de encomendas tem um risco de regressão muito maior do que uma extensão que adiciona um bloco informativo simples na página de produto.

Também vale a pena verificar se o módulo tem um responsável do lado do negócio. Se ninguém na empresa consegue explicar para que serve determinada extensão na loja, isso é um sinal para uma verificação mais profunda. Isto não significa imediatamente que o módulo deva ser removido, mas significa que a sua função não está bem documentada.

Um processo prático de auditoria pode ser o seguinte:

  1. recolher a lista de módulos e fontes de instalação,
  2. descrever a função de cada extensão,
  3. verificar se a funcionalidade continua a ser utilizada,
  4. avaliar o impacto no frontend, backend, checkout, cron e integrações,
  5. verificar a compatibilidade com a versão do Magento, PHP e tema,
  6. rever erros nos logs e pedidos dos utilizadores,
  7. atribuir ao módulo um estado: manter, atualizar, substituir ou remover,
  8. preparar um plano de alterações no ambiente de teste.

Este processo é mais simples do que uma auditoria completa ao código, mas já fornece muita informação. Permite perceber rapidamente que extensões são críticas, quais são apenas complementares e quais criam riscos desnecessários.

Tabela de avaliação de um módulo Magento 2

Quando existe um número maior de extensões, vale a pena manter uma tabela simples de auditoria. Não precisa de ser complicada. O importante é que ajude a tomar decisões e seja compreensível tanto para a pessoa técnica como para o proprietário da loja.

Área de avaliaçãoO que verificar?Porque é importante?
Função do móduloQue necessidade de negócio a extensão suporta?Um módulo sem uma função clara é difícil de manter e testar.
Fonte de instalaçãoComposer, app/code, vendor, módulo próprio, marketplaceA fonte influencia as atualizações, o suporte e o controlo do código.
Responsável do negócioQuem na empresa utiliza esta funcionalidade?A ausência de um responsável muitas vezes significa que o módulo foi esquecido.
Impacto no frontendO módulo adiciona blocos, JS, CSS, templates ou layout XML?Extensões de frontend podem afetar a velocidade e a compatibilidade com o tema.
Impacto no checkoutO módulo altera o carrinho, a entrega, os pagamentos ou a encomenda?O checkout exige testes de regressão especialmente cuidadosos.
Impacto no backendO módulo torna o painel, as grelhas, o registo de produtos ou de encomendas mais lento?Problemas no painel aumentam o custo da gestão diária da loja.
Cron e filasO módulo adiciona tarefas cíclicas ou processamento em segundo plano?Um cron mal configurado pode bloquear importações, envios e indexação.
Integrações APIO módulo comunica com ERP, PIM, marketplace, transportadora ou pagamentos?As integrações podem causar erros independentes do próprio Magento.
SegurançaO módulo tem formulários, upload de ficheiros, endpoints ou tokens API?Estes elementos exigem um controlo mais rigoroso.
Estado das atualizaçõesO módulo tem uma versão atual e suporte do fabricante?Extensões sem manutenção dificultam as atualizações do Magento.
DecisãoManter, atualizar, substituir ou removerA auditoria deve terminar com um plano concreto, não apenas com uma lista de observações.

1. O módulo é realmente utilizado?

A primeira pergunta é simples: a loja continua a utilizar a funcionalidade desta extensão?

Vale a pena rever:

  • a configuração no painel administrativo,
  • elementos visíveis no frontend,
  • dependências no checkout,
  • tarefas cron,
  • integrações API,
  • exportações e importações,
  • templates de e-mail,
  • regras de venda,
  • atributos personalizados de produtos ou clientes.

Muitas vezes verifica-se que o módulo foi instalado para um teste, uma campanha ou uma integração antiga, mas há muito tempo que já não tem qualquer importância para as vendas. Um exemplo típico é uma extensão para uma exportação única de dados que, após a migração, permaneceu ativa no sistema apesar de ninguém a utilizar.

É importante ter cuidado com módulos cuja função não é imediatamente visível no frontend. A extensão pode funcionar apenas em segundo plano: sincronizar stocks, enviar dados para o ERP, alterar preços contratuais ou adicionar atributos utilizados por uma integração. Por isso, a decisão de remoção não deve basear-se apenas no facto de não se ver na página.

2. O módulo não duplica a funcionalidade de outra solução?

No Magento, é fácil chegar a uma situação em que vários módulos são responsáveis por uma área semelhante. Exemplos:

  • dois módulos SEO que modificam metadados,
  • várias extensões que interferem no checkout,
  • módulos separados para avaliações, rich snippets e schema.org,
  • diferentes integrações que exportam dados de produtos,
  • várias ferramentas que adicionam scripts à página.

Esta duplicação aumenta o risco de conflitos. Mesmo que a loja funcione corretamente, o problema pode surgir apenas após uma atualização do Magento, uma alteração do tema ou a implementação de uma nova versão do PHP.

Um bom exemplo é a área de SEO. Um módulo pode ser responsável pelos metadados, outro pelos canonical, outro pelos dados estruturados e outro pelo mapa do site. Se cada um deles modificar elementos HTML semelhantes, a loja pode gerar marcações contraditórias ou resultados imprevisíveis após uma alteração de configuração. A auditoria deve então indicar que módulo é a fonte de verdade para determinada área.

3. O módulo afeta o desempenho?

Nem todos os problemas de desempenho resultam do servidor. Os módulos podem sobrecarregar a loja de várias formas:

  • executam consultas SQL pesadas,
  • limpam a cache com demasiada frequência,
  • geram blocos desnecessários em todas as páginas,
  • adicionam muitos ficheiros JS e CSS,
  • tornam a indexação mais lenta,
  • criam demasiadas tarefas cron,
  • sobrecarregam o painel administrativo,
  • executam pedidos API externos durante o carregamento da página.

Na auditoria, vale a pena verificar separadamente o frontend, o backend, o cron, a indexação e o checkout. Um módulo que não afeta visivelmente a página inicial pode ainda assim causar problemas durante a realização da encomenda ou a edição massiva de produtos.

Na análise de desempenho, não basta verificar apenas o PageSpeed da página inicial. Numa loja Magento, os cenários são mais representativos: entrada numa categoria com filtros, ficha de produto com variantes, adição ao carrinho, passagem pelo checkout, gravação de produto no painel, importação de dados, indexação e execução de tarefas cron. Só então se percebe se o problema está no frontend, nas consultas à base de dados, numa API externa ou na lógica do módulo.

Se a loja utiliza ferramentas como New Relic, Blackfire, profiler Magento ou monitorização de consultas SQL, vale a pena cruzar os resultados com a lista de extensões ativas. Um módulo que executa muitas consultas em cada página de categoria pode ser um problema maior do que uma extensão visualmente visível no frontend, mas bem armazenada em cache.

4. O módulo é atualizado e compatível?

Uma extensão Magento deve ter manutenção. Se o módulo não foi atualizado há vários anos, deve ser tratado como um risco técnico.

Vale a pena verificar:

  • compatibilidade com a versão atual do Magento,
  • compatibilidade com a versão PHP utilizada,
  • disponibilidade de atualizações via Composer,
  • histórico de alterações,
  • correções de segurança,
  • compatibilidade com o tema atual,
  • compatibilidade com Hyva, se a loja utiliza ou planeia utilizar este frontend.

A falta de atualizações nem sempre significa que o módulo deva ser removido de imediato, mas deve levantar a pergunta: esta funcionalidade é suficientemente importante para continuar a ser mantida?

Na auditoria, é útil distinguir três situações. Primeira: o módulo está atualizado e tem compatibilidade clara com a versão do Magento utilizada. Segunda: o módulo tem atualizações disponíveis, mas a loja funciona numa versão mais antiga. Terceira: o módulo já não é desenvolvido ou o seu fabricante não declara compatibilidade com o Magento e PHP atuais. Este último grupo normalmente exige um plano de substituição ou testes adicionais antes de cada alteração significativa.

5. O módulo é seguro?

Os módulos Magento podem processar dados de clientes, encomendas, pagamentos, formulários, ficheiros, integrações API e o painel administrativo. Por isso, a segurança das extensões é tão importante como a segurança do próprio Magento.

Durante a auditoria, vale a pena verificar:

  • se o módulo adiciona endpoints próprios,
  • se tem formulários acessíveis publicamente,
  • se utiliza upload de ficheiros,
  • se guarda tokens API,
  • se estende o painel de administrador,
  • se tem permissões ACL próprias,
  • se não contorna os mecanismos padrão de validação do Magento.

Deve ser dada especial atenção a módulos que não vêm de uma fonte fiável ou que foram modificados manualmente sem documentação.

Também vale a pena verificar se o módulo não guarda dados confidenciais em logs ou na configuração de uma forma que dificulte o controlo de acesso. Isto aplica-se sobretudo a integrações com pagamentos, ERP, marketplace, ferramentas AI, gateways SMS e serviços de envio. Um token API guardado no local errado pode representar um risco maior do que a própria funcionalidade do módulo.

6. O módulo aumenta os custos de manutenção?

O custo de um módulo não é apenas o preço de compra. Ao custo real é necessário acrescentar:

  • tempo de atualização,
  • testes de regressão,
  • conflitos com outras extensões,
  • correções após alterações no Magento,
  • dependência de serviços externos,
  • tempo de gestão da configuração,
  • suporte técnico,
  • risco de indisponibilidade.

Por vezes, um módulo mais barato revela-se mais caro de manter do que uma solução mais bem ajustada à arquitetura da loja. Vale a pena olhar para o custo total de propriedade, e não apenas para o preço da licença.

O custo aumenta especialmente quando o módulo exige soluções manuais de contorno em cada atualização. Se a extensão precisa de ser regularmente corrigida após a alteração da versão do Magento, PHP, ElasticSearch/OpenSearch ou do tema, então o seu preço real inclui também o tempo do programador e do tester. Nesse caso, a auditoria deve mostrar se compensa mais manter a solução atual ou planear a sua substituição.

Diferentes tipos de módulos exigem avaliações diferentes

Nem todas as extensões Magento têm o mesmo impacto na loja. Por isso, durante a auditoria, vale a pena dividi-las em vários grupos.

Módulos de frontend influenciam o aspeto da loja, o layout, os ficheiros .phtml, JavaScript, CSS, blocos e elementos da página de produto ou categoria. Nestes casos, é necessário verificar o desempenho, a compatibilidade com o tema e o impacto nos Core Web Vitals.

Módulos de checkout e pagamentos são os mais sensíveis do ponto de vista do negócio. Qualquer alteração nesta área pode afetar a conversão e a realização de encomendas. Estas extensões exigem testes de cenários de compra, métodos de entrega, pagamentos, descontos, impostos e encomendas de convidados.

Módulos de backend muitas vezes não afetam diretamente o cliente, mas determinam a eficiência da equipa. Se um módulo torna mais lenta a grelha de encomendas, a gravação de produtos ou as ações em massa, o custo aparece todos os dias no trabalho dos administradores.

Módulos de integração ligam o Magento a ERP, PIM, WMS, marketplace, transportadoras, sistemas de faturação ou ferramentas de marketing. Nestes casos, são fundamentais os logs, as novas tentativas, o tratamento de erros, as filas, os limites API e a resistência à indisponibilidade do sistema externo.

Módulos SEO e de conteúdo exigem a verificação do impacto na indexação, canonical, metadados, schema.org, mapas do site, hreflang e redirecionamentos. Aqui, os erros podem não ser visíveis de imediato, mas, com o tempo, afetar o tráfego orgânico.

Esta divisão ajuda a definir prioridades. Um módulo de checkout tem normalmente uma prioridade de teste maior do que um módulo que adiciona uma única etiqueta à ficha de produto. Uma integração ERP exige uma avaliação diferente de uma extensão para um popup de marketing simples.

Como tomar a decisão: manter, atualizar, substituir ou remover?

Após a auditoria, cada módulo pode ser atribuído a um de quatro grupos.

Manter

O módulo é utilizado, estável, compatível com a versão do Magento e apoia um processo de negócio importante. Vale a pena mantê-lo, mas a sua função deve continuar a ser documentada.

Exemplo: um módulo de integração com um sistema ERP sincroniza stocks e preços, funciona através de fila, tem uma versão atual e não gera erros nos logs. Mesmo que não seja visível para o cliente, é crítico para as vendas e deve permanecer no sistema.

Atualizar

O módulo é necessário, mas funciona numa versão mais antiga. Deve-se verificar o changelog, realizar a atualização no ambiente de teste e testar os processos-chave.

Exemplo: um módulo de pagamentos tem disponível uma versão mais recente com correções de compatibilidade para o Magento e PHP atuais. Não faz sentido removê-lo, mas manter a versão antiga aumenta o risco de problemas em futuras atualizações.

Substituir

O módulo desempenha uma função importante, mas é problemático: torna a loja mais lenta, já não é desenvolvido ou dificulta as atualizações. Nesse caso, uma solução melhor pode ser migrar para outra extensão ou implementar a funcionalidade de uma forma mais controlada.

Exemplo: um módulo SEO gera os dados estruturados necessários, mas ao mesmo tempo sobrescreve muitos elementos de layout, entra em conflito com o tema e não tem atualizações. A funcionalidade é necessária, mas essa extensão específica pode não ser a melhor forma de a manter.

Remover

O módulo não é utilizado, duplica outras funcionalidades ou gera um risco maior do que o benefício. A remoção deve ser precedida pela verificação de dependências, configuração, dados na base de dados e impacto no frontend.

Exemplo: um módulo para uma importação única de produtos foi utilizado durante a migração, já não é executado, não tem responsável de negócio e continua a adicionar itens no painel administrativo. Depois de verificar as dependências, é possível planear a sua remoção.

Porque não vale a pena remover módulos às cegas?

Desativar simplesmente um módulo pode não ser suficiente. Algumas extensões adicionam:

  • tabelas na base de dados,
  • atributos de produtos,
  • atributos de clientes,
  • colunas em tabelas existentes,
  • entradas de configuração,
  • tarefas cron,
  • layout XML,
  • templates de e-mail,
  • integrações com sistemas externos.

Por isso, a remoção de um módulo deve ser feita primeiro num ambiente de teste. Após a alteração, é necessário verificar o painel administrativo, o frontend, o carrinho, o checkout, os pagamentos, o envio, a indexação, a cache e os logs.

Também vale a pena verificar se o módulo não deixou dados que continuam a ser utilizados por outros processos. Exemplos podem ser atributos de produtos usados em feeds, campos adicionais de clientes usados numa integração B2B ou tabelas históricas de encomendas necessárias para relatórios. Por vezes, o módulo pode ser desativado, mas os dados não devem ser removidos imediatamente.

Auditoria aos módulos e atualização do Magento

Quanto mais módulos desorganizados existirem, mais difícil será a atualização do Magento. Cada extensão pode ter as suas próprias dependências, preferências, plugins, observadores de eventos e substituições de templates.

Uma auditoria bem realizada antes da atualização permite:

  • reduzir o tempo de trabalho de desenvolvimento,
  • limitar o número de conflitos,
  • diminuir o risco de erros após a implementação,
  • simplificar os testes,
  • melhorar a estabilidade da loja,
  • planear melhor o orçamento.

Em muitos casos, parte dos problemas com a atualização não resulta do Magento, mas sim de extensões que foram adicionadas ao longo dos anos sem um plano mais amplo.

Antes da atualização, vale a pena preparar um breve mapa de riscos. Módulos que interferem no checkout, pagamentos, preços, carrinho, indexação, API e painel administrativo devem entrar na lista de testes prioritários. Extensões puramente de apresentação podem ser testadas mais tarde, mas ainda assim é necessário verificar se não bloqueiam a compilação, o deployment ou a geração de recursos estáticos.

Auditoria aos módulos e Hyva

Se a loja planeia implementar Hyva, a auditoria aos módulos é especialmente importante. Nem todas as extensões criadas para o frontend padrão do Magento funcionarão corretamente com Hyvä sem uma camada adicional de compatibilidade.

Vale a pena verificar:

  • se o módulo interfere no frontend,
  • se tem ficheiros .phtml próprios,
  • se utiliza RequireJS, Knockout ou UI Components,
  • se o fabricante oferece compatibilidade com Hyva,
  • se será necessário um módulo compatibility separado,
  • se a funcionalidade continua a ser necessária após a reconstrução do template.

Este é um bom momento para simplificar a loja e manter apenas as extensões que realmente apoiam as vendas.

Com Hyva, são especialmente importantes os módulos que anteriormente se baseavam nos mecanismos padrão do frontend Magento, como RequireJS, Knockout ou UI Components. Algumas funcionalidades podem ser reescritas de forma mais simples, algumas exigem um módulo de compatibilidade e outras podem revelar-se desnecessárias após a reconstrução do template. Uma auditoria antes da implementação de Hyvä permite evitar a transferência de problemas antigos para o novo frontend.

O que deve ficar após a auditoria?

A auditoria aos módulos deve terminar com um documento de trabalho, e não apenas com uma conversa ou uma lista de observações soltas. O ideal é que, após a revisão, fique uma tabela com decisões e um plano de ação.

Uma boa documentação pós-auditoria deve incluir:

  • lista completa dos módulos,
  • fonte de instalação de cada módulo,
  • descrição da função de negócio,
  • informação sobre se o módulo é utilizado,
  • áreas de impacto: frontend, backend, checkout, cron, integrações, SEO,
  • avaliação de risco,
  • recomendação: manter, atualizar, substituir ou remover,
  • prioridade da ação,
  • notas para testes de regressão,
  • responsável pela decisão do lado do negócio ou técnico.

Este documento facilita muito as futuras atualizações do Magento. A equipa não precisa de determinar novamente, de cada vez, para que serve determinada extensão e se pode ser alterada. Basta voltar à avaliação anterior e atualizá-la com novas informações.

Exemplo: como avaliar três módulos diferentes?

Suponhamos que na loja estão ativas três extensões: um módulo SEO, um módulo de checkout e um módulo de integração ERP. Cada uma exige uma abordagem diferente.

O módulo SEO deve ser verificado quanto a metadados, canonical, dados estruturados, mapa do site, redirecionamentos e impacto na indexação. Um erro nesta área pode não interromper as vendas de imediato, mas, com o tempo, limitar a visibilidade da loja no Google.

O módulo de checkout exige testes de compra. É necessário passar por diferentes combinações: cliente autenticado e não autenticado, diferentes métodos de pagamento, entregas, cupões de desconto, produtos simples e configuráveis, diferentes países de entrega, diferentes taxas de IVA. Aqui, até um pequeno conflito pode reduzir diretamente a conversão.

O módulo de integração ERP deve ser avaliado do ponto de vista da estabilidade da troca de dados. São fundamentais as filas, os logs, o tratamento de erros, as novas tentativas, os limites API e a consistência dos dados. Se a integração funcionar com atraso ou não tratar erros, a loja pode vender produtos com stock desatualizado ou preço incorreto.

Este exemplo mostra bem porque é que a auditoria aos módulos Magento 2 não pode ser apenas uma lista técnica de extensões. Cada módulo tem um impacto diferente nas vendas, no SEO, no apoio ao cliente e no trabalho diário da equipa.

Com que frequência realizar uma auditoria aos módulos?

Numa loja Magento 2, vale a pena realizar uma auditoria aos módulos pelo menos uma vez por ano. Além disso, deve ser uma etapa obrigatória antes de alterações técnicas mais significativas.

Para lojas em desenvolvimento intensivo, uma revisão mais curta por trimestre é uma boa solução. Não precisa de ser uma auditoria completa, mas vale a pena verificar regularmente se os novos módulos estão documentados, atualizados e são realmente necessários.

Na prática, uma boa norma é também acrescentar cada novo módulo à documentação no momento da implementação. Assim, a auditoria anual não consiste em descobrir a história da loja do zero, mas sim em atualizar o conhecimento existente.

Auditoria aos módulos Magento 2 com a ajuda de um especialista

Numa loja simples, parte da auditoria pode ser realizada internamente: verificar a lista de módulos, rever a configuração e determinar que funcionalidades são utilizadas. Em implementações maiores, no entanto, vale a pena combinar a perspetiva de negócio com uma análise técnica do código, dependências, logs, desempenho e compatibilidade.

A Kowal.store trabalha com módulos Magento 2, instalação via Composer, compatibilidade com temas e manutenção de lojas baseadas em Magento. Se a loja precisa de organizar as extensões antes de uma atualização, migração de alojamento, implementação de Hyva ou reconstrução mais ampla, a auditoria aos módulos pode ser um bom primeiro passo para reduzir o risco.

Esta auditoria ajuda não só a encontrar extensões desnecessárias, mas também a planear melhor o desenvolvimento da loja: que funcionalidades vale a pena manter no Magento, quais substituir por outros módulos e quais transferir para ferramentas externas.

Resumo

Os módulos Magento 2 são uma grande força desta plataforma, mas apenas quando são escolhidos e mantidos de forma consciente. Um número excessivo de extensões aleatórias pode tornar a loja mais lenta, dificultar atualizações, aumentar custos e criar riscos de segurança.

Uma auditoria regular permite recuperar o controlo sobre a arquitetura da loja. Ajuda a determinar que módulos são necessários, quais exigem atualização, quais vale a pena substituir e quais podem ser removidos com segurança.

Se a loja Magento funciona há vários anos, foi desenvolvida por diferentes equipas ou está prestes a passar por uma atualização significativa, a auditoria aos módulos é um dos melhores primeiros passos para organizar a plataforma.